O Fascismo não é extrema direita

O Fascismo não é de direita

A Internacional Comunista, que oficialmente definiu o fascismo como :

“ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, chauvinistas e imperialistas do capital financeiro” e foi pioneira na estratégia de chamar todos os seus opositores de “fascistas”.

Ninguém nega que o fascismo surgiu em oposição ao marxismo ortodoxo. O que é difícil para muitos compreender é a fonte da hostilidade mútua entre esses dois movimentos políticos. As questões em disputa não se centraram na economia. Mussolini, Hitler e os outros líderes fascistas estavam preparados para abraçar o estatismo de seus rivais socialistas. O fato é que o fascismo, como qualquer outra vertente do socialismo, concentra-se na figura de um ditador ( Stálin, Mao, Hitler, Mussolini, Pol Pot, Kim Jong-un) proclamado pela maioria da população como salvador da pátria. Mas as consequências depois foram mortais para mais de 100 milhões de pessoas ao longo da história.

mussolini
Benito Mussolini

Para Hayek :

Tornou-se quase um lugar-comum afirmar que fascismo e comunismo são meras variantes do mesmo totalitarismo que o controle centralizado da atividade econômica tende a produzir – afirmação que a muitos se afigurava quase sacrílega há doze anos. Reconhece-se amplamente, agora, até mesmo que o socialismo democrático é algo muito precário e instável, corroído por contradições internas e produzindo em toda a parte resultados dos mais desagradáveis para muitos de seus defensores.

Enquanto os “progressistas” na Inglaterra e em outros países ainda se iludiam julgando que comunismo e fascismo eram polos opostos, um número cada vez maior de pessoas começava a indagar se essas novas tiranias não seriam o resultado das mesmas tendências. Os próprios comunistas devem ter ficado um tanto abalados com depoimentos como o de Max Eastman, velho amigo de Lênin, compelido a admitir que “ao invés de melhor, o stalinismo é pior que o fascismo, mais cruel, bárbaro, injusto, imoral, antidemocrático, e sem a atenuante de qualquer esperança ou escrúpulo”, de sorte que “seria mais correto defini-lo como superfascista”. E quando esse autor reconhece que “stalinismo é socialismo, no sentido de que constitui uma decorrência política inevitável embora imprevista da estatização e da coletivização, elementos em que ele (Stalin) fundamentara parte do seu plano de construção de uma sociedade sem classes”.

Desde o colapso do comunismo no leste europeu, poucos cientistas políticos e historiadores abraçaram a perspectiva de Mises e Hayek. Embora tenham recebido pouco reconhecimento por sua contribuição, libertários como Mises e Hayek foram os pioneiros em apontar os malefícios do socialismo no mundo. Quem sabe algum dia, ambos sejam amplamente reconhecidos pela grande maioria da população mundial.

Muitos estudantes de economia brasileiros, sequer sabem ou conhecem as maravilhosas realizações desses dois monstros da economia moderna. Hayek ganhou o prêmio Nobel de economia em 1974,  um ano depois da morte de seu mentor e professor, Ludwig von Mises, que sem sombra de dúvidas, foi o maior economista da história moderna.

Ambos lutaram arduamente contra o estatismo e expuseram a burrice enrijecida pelo socialismo e suas terríveis consequências à livre iniciativa e à liberdade. Enquanto alguns países destruídos pelas guerras resolveram abraçar o liberalismo, e por isso hoje são países desenvolvidos, com uma economia rica e de certa forma livres. Entretanto, vimos o mundo todo, principalmente, os países sul americanos, se jogarem no abismo do socialismo moderno, a social democracia.  Vimos governos com suas políticas institucionais de amplo intervencionismo e agressão ao livre exercício da ação humana e empresarial.

Como dizia Hayek:

“Há sempre uma relação inversa entre autoridade governamental e liberdade individual.”

Referência:
O caminho da servidão / F. A. Hayek. – São Paulo : Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010.

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