O maior caso de estupro em massa da história

O maior caso de estupro em massa da história

A história humana está repleta de atrocidades, principalmente, em tempos de guerra. Fora a pilhagem realizada pelos exércitos dominantes e desrespeito aos direitos humanos ( agressão à propriedade privada), uma das maiores monstruosidades realizadas à época, foi a violência exercida por soldados às mulheres e até meninas. Se não bastasse todo o sofrimento passado pelo nazismo, nos últimos 6 meses de guerra, mais de 2 milhões de mulheres sofreram abusos e agressões sexuais por parte daqueles que o papel era de salvá-las da tirania nazista. Só em Berlim, ultrapassaram mais de 100 mil mulheres nos primeiros meses de ocupação soviética.

No caso específico da Segunda Guerra, os casos mais gritantes de abusos sexuais foram cometidos na Europa por tropas alemãs e soviéticas. Não que esse tipo de crime não fosse cometido por outros exércitos, mas, no caso dessas duas nações à época, os estupros coletivos eram tolerados e até estimulados em alguns casos. Os nazistas, como é sabido, transformavam as mulheres judias, polonesas e holandesas em escravas sexuais antes que fossem mortas. A concepção eugenista e racista dos alemães nessa época dava sustentação a ideia de que essas mulheres não passavam de entidades subumanas, de objetos, grosso modo.

Já o caso soviético foi ainda mais complexo. É sabido que as tropas do Exército Vermelho aliaram-se às forças ocidentais contra as Potências do Eixo. Os soldados soviéticos confrontaram os nazistas no front oriental e chegaram a “libertar”, isto é, ocupar e estabelecer posições de defesa em Berlim, na Alemanha, em 1945. Foi nesse processo de ocupação pelos soviéticos que ocorreram os estupros em massa das mulheres alemãs. Centenas de milhares de mulheres foram violentadas e muitas mortas após o estupro. Vários historiadores e escritores contemporâneos tratam desse tema em suas obras. Um autor, em especial, o romancista Hans Ulrich Treichel, aborda esse assunto em seu livro “O perdido”, que conta a história de uma criança que cresce durante a Guerra Fria na Alemanha Oriental e acaba descobrindo, aos poucos, que sua mãe, em 1945, foi estuprada por soldados soviéticos – fato que resultou em seu nascimento.

Os socialistas soviéticos causaram o maior caso de estupro em massa da história

O papel da União Soviética na derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, há 70 anos, é visto como uma das grandes glórias da história recente da Rússia e de seu passado comunista.

Mas existe um lado sombrio e pouco conhecido nessa história: os estupros em massa cometidos no final da guerra por soldados soviéticos contra mulheres alemãs.

Existem registros de que os soldados de Stálin atacaram um número bastante alto de mulheres na Alemanha e, em particular, na capital alemã, mas isto era raramente mencionado no país depois da guerra e o assunto ainda é tabu na Rússia de hoje.

A imprensa russa rejeita o tema regularmente e diz tratar-se de um “mito espalhado pelo Ocidente”.

Diário de um tenente

Uma das muitas fontes de informação sobre estes estupros é o diário mantido por um jovem oficial soviético judeu, Vladimir Gelfand, um tenente vindo da região central da Ucrânia, que, de 1941 ao fim da Guerra, pôs no papel seus relatos, apesar de os soviéticos terem proibido diários de militares.

Foto: Arquivo Vitaly Gelfand
Foto: Arquivo Vitaly Gelfand

Os manuscritos – que nunca foram publicados – mostram como a situação era difícil nos batalhões: alimentação pobre, piolhos, antissemitismo e soldados roubando botas uns dos outros.

Em fevereiro de 1945, Gelfand estava perto da represa do rio Oder, preparando-se para a entrada em Berlim. Em seu diário, ele descreve como seus camaradas cercaram e dominaram um batalhão de mulheres militares.

“As alemãs capturadas disseram que estavam vingando seus maridos mortos. Elas devem ser destruídas sem piedade. Nossos soldados sugeriram esfaqueamento das genitais, mas eu apenas as executaria”, escreveu.

Uma das passagens mais reveladoras do diário de Gelfand é a do dia 25 de abril, quando ele narra a chegada a Berlim. Ele estava andando de bicicleta perto do rio Spree, a primeira vez que andou de bicicleta, quando cruzou com um grupo de mulheres alemãs carregando malas e pacotes. Em seu alemão ruim, ele perguntou para onde estavam indo e a razão de terem saído de casa.

“Com horror em seus rostos, elas me disseram o que tinha acontecido na primeira noite da chegada do Exército Vermelho”

“Eles cutucaram aqui a noite toda’, explicou a bela garota alemã, levantando a saia. ‘Eles eram velhos, alguns estavam cobertos de espinhas e todos eles montaram em mim e me cutucaram – não menos do que 20 homens’. Ela começou a chorar.”

Eles estupraram minha filha na minha frente e eles ainda podem voltar e estuprá-la de novo’, disse a pobre mãe. Este pensamento deixou todas aterrorizadas.”

Abusos na Ásia: “Muitas meninas cometiam suicídio”, relata ex-escrava sexual na 2ª Guerra

Lee Ok-Seon passou três anos em um bordel militar japonês na China durante a 2ª Guerra Mundial, onde foi forçada à prostituição.
Lee Ok-Seon passou três anos em um bordel militar japonês na China durante a 2ª Guerra Mundial, onde foi forçada à prostituição.

Quase 70 anos após a rendição japonesa, ela visitou a Alemanha para divulgar seu segredo. Ela fala com coragem sobre o dia em que foi capturada nas ruas da cidade de Busan, no sudeste da Coreia do Sul, por um grupo de homens. Lee Ok-Seon, então com 14 anos de idade, foi jogada dentro de um carro e acabou indo parar em um bordel para militares japoneses na China, chamado de “posto de consolo”. Ali, sofreu estupros diários até o fim da guerra.

Lee Ok-Seon não tinha ideia de que jamais veria sua família novamente ou que sequer iria pisar em seu próprio país nos 60 anos seguintes. Ela também ignorava as torturas que teria de aguentar.

A senhora de 86 anos não fornece detalhes específicos de suas experiências. Apenas resume tudo em poucas palavras:

“Não era um lugar para seres humanos; era um matadouro”. Sua voz fica mais exaltada quando diz a frase. Aqueles três anos a marcaram pelo resto de sua vida. “Quando a guerra acabou, outros foram libertados, mas eu não.”

Um outro nome para escravas sexuais

Südkoreanerin Lee Ok-Seong
Aos 86 anos, a sul-coreana Lee Ok-Seon decidiu contar sua história

O caso de Lee Ok-Seon não é isolado, porém não se sabe exatamente quantas outras mulheres tiveram o mesmo destino. “De acordo com estimativas, devem ter sido em torno de 200 mil mulheres, mas esse total nunca foi confirmado”, explica Bernd Stöver, um historiador da Universidade de Potsdam, na Alemanha. Elas eram chamadas de “mulheres de alívio” ou de “conforto”, o que o pesquisador considera “um absurdo”. Trata-se de um eufemismo para o que elas realmente eram: escravas sexuais, diz Stöver.

Não eram apenas as mulheres da península coreana – sob domínio colonial japonês entre 1910 e 1945 – que eram forçadas a se prostituir. Elas também vinham, entre outras regiões, da China, Malásia e das Filipinas.

Os bordéis, que se espalhavam por toda a área de ocupação japonesa, tinham como objetivo manter elevado o ânimo dos soldados e de evitar que as mulheres locais fossem estupradas.

Muitas das escravas sexuais, em sua maioria menores de idade, não sobreviveram aos tormentos. Estima-se que dois terços dessas mulheres morreram antes do fim da guerra.

Pesquisa sobre violência sexual na Segunda Guerra

No livro Als die Soldaten kamen (Quando os soldados chegaram), a historiadora alemã Miriam Gebhardt mostra que não só membros do Exército Vermelho soviético estupravam alemãs no final da Segunda Guerra Mundial, mas também soldados americanos, franceses e britânicos.

O libertarianismo vê a guerra como um empreendimento reacionário em desacordo com o progresso humano. que cerceia a vida e propriedade privada, em nome de um falso patriotismo Enrijecido pelo domínio ideológico do estado, transformando seres humanos em completos monstros.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Estupros_durante_a_ocupa%C3%A7%C3%A3o_da_Alemanha#cite_note-5

http://www.bbc.co.uk/history/worldwars/wwtwo/berlin_01.shtml

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150508_estupro_berlim_segunda_guerra_fn

https://www.dw.com/pt-br/muitas-meninas-cometiam-suic%C3%ADdio-relata-ex-escrava-sexual-na-2%C2%AA-guerra/a-17061332

https://www.dw.com/pt-br/pesquisa-sobre-viol%C3%AAncia-sexual-na-segunda-guerra-s%C3%B3-est%C3%A1-no-come%C3%A7o/a-18289839

Artigos Recomendados