Populares compram coxinhas e suco de vendedor para fiscalização não “apreender”

O Brasil está vivendo sob uma realidade estatista, no qual transforma um pequeno empreendedor em algoz da lei. Enquanto existirem leis que prejudicam a livre iniciativa, assistiremos cenas lamentáveis de agentes do governo tomando produtos desses empreendedores, que o único mal é tentar ganhar a vida honestamente. Para o estado, pouco importa o quão honesto e bem intencionado seja um pobre trabalhador, mas se esse trabalhador está cumprindo aquilo que está escrito num guardanapo rabiscado por aqueles que fazem da vida do brasileiro, um verdadeiro inferno.

As imagens são de uma praça na cidade de Montes Claros, Norte de Minas, e surpreendem pelo gesto da população: eles se juntam para ajudar o vendedor, comprando todos seus salgados e sucos rapidamente. Em um trecho uma senhora fala: “A  gente só não pode é roubar, mas tem que trabalhar”. Assista:

Leonardo, que está desempregado, em sua casa na tarde desta quinta-feira. Ele afirmou que as vendas seriam para comprar um botijão de gás. “Fui somente com a intenção de fazer R$ 100, para comprar o gás e uma feirinha para casa. Com a abordagem dos fiscais, eu comecei a distribuir os salgados e sucos, mas a população não quis e começou a me pagar. Graças a Deus consegui o dinheiro que precisava”, diz, emocionado. O vendedor não tinha autorização para trabalhar no local.

“Se eu tivesse dinheiro, eu teria minha padaria. Como não tenho dinheiro, tenho que ir para a rua e vender meus produtos”.

Leonardo voltou da cidade de São Paulo há pouco mais de quatro anos e, até então, não conseguiu um emprego fixo. Ele mora em um barracão alugado com a esposa, e paga R$ 350 por mês.

“Se eu tivesse dinheiro, eu teria minha padaria. Como não tenho dinheiro, tenho que ir para a rua e vender meus produtos. Tenho que pagar meu aluguel, tenho minha feira, água, luz. Se eu não pagar, quem vai pagar por mim? Já aconteceu de eu ficar, com minha esposa, até as 2h da manhã produzindo os salgados para poder revender”.